Trabalho corporal integrativo adaptado às necessidades físicas,
emocionais e funcionais de cada pessoa.

Na Turmalina, não partimos da ideia de que existe uma técnica certa para todas as pessoas.
Partimos da pessoa.
A sua história, as suas necessidades, o momento que está a viver e aquilo que procura quando chega até nós orientam o percurso.
É isto que entendemos por abordagem integrativa.
Integrar não é juntar técnicas.
É considerar diferentes dimensões da pessoa e, quando necessário, diferentes formas de cuidado, de forma coerente e coordenada.
Uma abordagem integrativa procura olhar para a pessoa para além do sintoma ou da necessidade imediata, tendo em conta o seu contexto, as suas características e os seus objectivos.
Por isso, duas pessoas que chegam com uma queixa semelhante podem ter percursos completamente diferentes.
E uma mesma pessoa pode precisar de abordagens diferentes em momentos diferentes.
Na Turmalina, a técnica é uma ferramenta. Não é o ponto de partida.
Antes de decidir como trabalhar, procuramos compreender:
A partir daí, a técnica escolhida passa a estar ao serviço do processo, e não o contrário.
Uma abordagem integrativa não significa combinar várias técnicas numa única sessão.
Uma sessão pode ser inteiramente dedicada a uma única prática e continuar a fazer parte de uma abordagem integrativa.
O que importa é a coerência do percurso.
Pode ser suficiente uma determinada técnica.
Pode fazer sentido complementar o acompanhamento com outra abordagem.
E pode chegar um momento em que o mais adequado é encaminhar para outro profissional ou para cuidados de saúde fora da Turmalina.
Saber quando intervir e saber quando não intervir fazem parte da mesma responsabilidade.
A Turmalina reúne profissionais com formações e práticas diferentes.
Cada terapeuta trabalha dentro do seu próprio âmbito de competência, sem que todas as técnicas tenham de ser iguais ou combinadas.
O que procuramos que seja comum é a forma de estar e actuar:
pessoa no centro
↓
escuta
↓
avaliação dentro dos nossos limites
↓
intervenção adequada
↓
acompanhamento
↓
adaptação ou encaminhamento quando necessário.
É esta base comum que permite que diferentes práticas coexistam dentro do mesmo espaço sem perderem a sua identidade.
Quando uma necessidade ultrapassa o âmbito de uma determinada intervenção, reconhecer esse limite é parte do cuidado.
Uma abordagem integrativa pode, por isso, envolver encaminhamento ou articulação com outros profissionais, sempre que tal seja apropriado e respeitando o consentimento e a confidencialidade da pessoa.
Não se trata de concentrar todos os cuidados num único lugar.
Trata-se de reconhecer que nenhuma técnica, terapeuta ou espaço precisa de responder a tudo.
“Integrativo” não significa que todas as abordagens sejam equivalentes, nem que uma prática seja automaticamente segura por ser complementar.
Trabalhar de forma integrativa implica conhecer limites, reconhecer contra-indicações, respeitar a formação profissional e distinguir entre aquilo que é sustentado por evidência, aquilo que pertence a determinados modelos ou tradições e aquilo que permanece como hipótese ou experiência clínica.
Quando outra competência é necessária, encaminhar também é cuidar.
E continua depois dela.